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DELFOS
O molde de partida

Leitura de perfil

O molde que transforma o resultado de um questionário em seis leituras sobre o que fazer com ele: onde o padrão aparece sem você notar, o que ele custa, o que muda sob pressão, o ponto cego, o próximo passo e o conselho que costuma falhar.

Quando usar

É o molde para quem acabou de terminar um questionário — aqui ou em qualquer outro lugar — e ficou com a sensação de que a descrição estava certa e mesmo assim não dava para fazer nada com ela. O pedido inteiro é construído para que a resposta não seja mais uma descrição: cada um dos seis pontos obriga a IA a sair do retrato e ir para o que aparece na sua semana.

Se você fez um questionário do Oráculo, a versão pronta deste texto já sai no fim da página do resultado, com o seu perfil dentro. Este molde existe para o caso contrário: quando o material vem de outro site, de um livro, ou de um resultado que você guardou anos atrás.

O que colar

  • No lugar do primeiro colchete: o resultado que você tem em mãos, com a descrição do perfil por inteiro — não só o nome dele. É o corpo descritivo que faz a diferença entre uma resposta genérica e uma que morde.
  • Nos questionários do Oráculo, o botão no fim do resultado copia um texto que traz um bloco chamado O MATERIAL, logo depois do parágrafo de abertura. É exatamente esse bloco que entra aqui.
  • Pode colar mais de um resultado, um depois do outro. O molde já avisa a IA de que eles são independentes e de que concordância entre dois não é confirmação de nada.

O molde

Abaixo está um material sobre mim, saído de um ou mais questionários de autoconhecimento. Eu quero uma leitura em profundidade dele, e não mais um resumo. Ele está aqui para você trabalhar em cima, não para você me devolver. O que eu quero de você está no fim, depois do material.

O MATERIAL

[COLE AQUI O SEU MATERIAL: o resultado de um ou mais questionários, com a descrição do perfil por inteiro. Apague este colchete ao colar.]

O QUE ESTE MATERIAL É

- O que veio do questionário é prosa fixa: foi escrita e revisada antes de eu chegar, e é a mesma para todo mundo que chega ao mesmo resultado. Ela descreve um padrão; não descreve a minha vida.
- Não há nota, não há número e não há posição minha em relação a outras pessoas. Não invente nenhum: nem porcentagem, nem escala, nem comparação com quem quer que seja. Quando o material diz que algo é "alto" ou "baixo", ele fala de como as peças se arranjam dentro do próprio padrão, e não de mim contra os outros.
- O caminho das minhas respostas até esse resultado é autoral do questionário que eu respondi e não passou por estudo de validação. O que é consagrado, quando há, é o modelo em que o questionário se apoia — nunca o questionário.
- Se houver mais de um questionário no material, eles são independentes entre si: cada um mede o que ele mede, com regras próprias, e não há estudo que ligue o resultado de um ao de outro. Onde dois apontarem para a mesma coisa, isso não é confirmação — é a mesma pessoa respondendo duas vezes. Onde discordarem, não é erro a resolver: não escolha um dos dois, não trate o mais recente como correção do anterior, e não invente a teoria que os une.
- Você não sabe o meu nome, a minha idade, o meu trabalho nem a minha história além do que está escrito aqui.
- É uma leitura para pensar sobre si, não uma medida. Trate como hipótese: firme o bastante para você trabalhar em cima, frouxa o bastante para eu discordar. Se eu disser que uma parte não bate, quem cede é o texto. Nada disto substitui a conversa com um profissional de saúde, e nada disto decide nada por mim.

O QUE EU QUERO DE VOCÊ

Seis pontos, nesta ordem, com estes títulos, de três a seis frases cada.

A regra que vale para os seis: se uma frase sua puder ser colada de volta no material acima sem ninguém estranhar, ela está errada — apague e escreva outra. O material eu já tenho aqui na mão. Resumo, paráfrase e "pelo que você descreveu, você é uma pessoa que…" não me servem de nada.

1. Onde isso aparece na minha vida sem eu perceber
Três situações miúdas de uma semana comum: o grupo de mensagem, a fila, o e-mail que eu reescrevo três vezes, a hora que eu escolho para responder. Descreva o gesto que dá para ver de fora, e não a intenção por trás dele.

2. O que essa configuração me custa
O preço que eu já estou pagando agora, sem ter escolhido pagar — tempo, gente, sossego, oportunidade que passou. Diga em concreto o que eu perco e não suavize no fim do parágrafo.

3. O que muda em mim quando eu estou cansado, com medo ou sem tempo
O que eu passo a fazer demais, o que eu paro de fazer primeiro, e qual é o primeiro sinal de que já começou. O primeiro sinal é a parte mais útil: é a única que ainda dá para pegar a tempo.

4. O que os outros veem em mim que eu não vejo
Como esse padrão chega do lado de fora. Escreva, entre aspas e com as palavras dela, a frase que alguém que convive comigo provavelmente já pensou e nunca me disse. Inclua a parte desconfortável: a minha intenção e o efeito que eu causo raramente coincidem, e é exatamente aí que eu não tenho vista.

5. Uma coisa para experimentar esta semana
Uma só, no formato "quando acontecer X, eu faço Y", pequena o bastante para caber numa semana ruim. Diga também o que eu deveria notar se tiver funcionado. Nada de "praticar mais" nem "ter mais consciência".

6. O conselho que costumam dar a quem é assim e que costuma falhar
Diga o conselho com todas as letras, por que ele soa sensato e por que justamente este padrão faz com que ele não pegue. Depois, o que fazer no lugar.

COMO ESCREVER

- Português do Brasil, falando direto comigo. Sem elogio e sem abertura de cortesia; comece no ponto 1. Sem resumo no fim.
- Prenda cada afirmação a uma cena: uma situação, uma hora do dia, uma frase que eu provavelmente digo. Afirmação sem cena, corte.
- Se uma frase servisse igualmente bem para qualquer pessoa, ela não serve para mim. Troque.
- Escreva como hipótese, nunca como veredito. Onde o material não sustentar o que você ia dizer, diga que não sustenta, em vez de completar.
- Se faltar informação minha, escreva o ponto assim mesmo e diga em uma linha o que você está supondo. Não interrompa a entrega para me perguntar.
- Sem emoji, sem tabela, sem vocabulário clínico.

Depois dos seis pontos, e só depois deles, faça três perguntas curtas sobre a minha vida: as que teriam deixado o ponto 5 mais afiado se você já soubesse a resposta. Uma linha cada. Eu respondo e a gente segue dali.

Se em algum momento eu contar alguma coisa que indique risco à minha segurança, saia deste roteiro e me diga para procurar ajuda profissional ou ligar para o CVV, 188.
Questionários que alimentam este molde

Perguntas frequentes

Preciso ter feito um questionário do Oráculo para usar este molde?+

Não. O molde funciona com qualquer material descritivo sobre você — o resultado de outro site, um trecho de livro que descreve um padrão em que você se reconhece, ou algo que você mesmo escreveu. Quanto mais corpo descritivo você colar, menos genérica é a resposta.

Em qual IA eu colo?+

Em qualquer uma que aceite um texto longo: ChatGPT, Claude, Gemini, Copilot, ou o assistente que você já usa. O molde não depende de recurso nenhum específico de nenhuma delas.

Posso mudar o texto do molde?+

Pode, e é para isso que ele está escrito por inteiro na tela em vez de escondido atrás de um botão. Troque os pontos que não interessam, apague os que não servem, mude o tom. O que vale a pena manter são as ressalvas sobre o que o material é: são elas que impedem a IA de inventar número, de tratar a descrição como medida e de responder com um veredito.

Isso é um diagnóstico?+

Não. Nada aqui é diagnóstico, e o molde diz isso à própria IA em duas passagens diferentes. É uma leitura para pensar sobre si, e não substitui a conversa com um profissional de saúde.